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16/07/2009
Kieling diz que sistema reduz erros e permite operações seguras em ambientes úmidos, corrosivos e com muito calor ou muito frio <Foto: MAURO SCHAEFER/JC>
[ampliar]A complexidade e a quantidade de itens movimentados pelas cadeias logísticas - sejam elas de fornecimento, produção ou distribuição - tornam o uso de sistemas RFID mais atrativos do que as etiquetas de códigos de barras. “A tecnologia reduz erros, aumenta a produtividade e otimiza o uso de pessoal. Além de permitir operações seguras em ambientes úmidos, corrosivos e de altas e baixas temperaturas”, justifica Afrânio Kieling, diretor da Kieling & Dittrich Tecnologia.
Kieling destaca que na Europa o uso da etiqueta inteligente já está bastante disseminado. “Existem exemplos interessantes como a Livraria Byblos, em Portugal, que utiliza o sistema RFID para a localização dos livros e para o controle de inventário. Outro caso é o Magazine Throttleman, com CD(centro de Distribuição) na cidade de Porto, Portugal, que implantou o sistema em toda sua cadeia de abastecimento”, conta.
Um dos projetos desenvolvidos pela K&D prevê a implantação de etiquetas inteligentes em embalagens colapsíveis (desmontáveis). O objetivo do cliente é saber a localização das quatro mil unidades movimentadas pela empresa. “Muitas vezes a empresa não sabe se as caixas estão em sua unidade ou em algum fornecedor”, explica Kieling. Com a implantação do RFID, o cliente poderá reduzir em até 30% a quantidade de caixas utilizadas. “Com controle do estoque móvel será possível aumentar o giro das caixas e, com isso, reduzir a necessidade de compra de novas unidades - um ganho importante, pois cada caixa custa em média R$ 1 mil”, afirma Kieling.
O controle é feito através do uso de portais com leitoras que identificam o número da caixa e a sua localização. Kieling conta que nos Estados Unidos, existem lojas especializadas no aluguel de embalagens. E, o controle das unidades é realizado por meio da utilização de etiquetas inteligentes que são implantadas nas caixas. Se a devolução for anterior à data acordada, o cliente ganha desconto.
A K&D também está criando um projeto para uma rede de lojas de roupas que prevê a implantação do chip em cada peça já no fornecedor. A ideia é que na entrada de cada loja as mercadorias sejam depositadas sobre uma esteira rolante que passará por um túnel contendo várias antenas.
O objetivo é garantir que os tags sejam lidos, independente do acondicionamento das roupas na embalagem. Este controle pode ser feito na entrada e na saída do Centro de Distribuição (CD) e de cada loja, no envio ao estoque. Kieling destaca, no entanto, que a implantação desta tecnologia é recomendada para empresas com grandes fluxos de mercadoria, em função do custo.
<<fonte Jornal do Comércio 16-07-2009>>
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